10 dezembro 2011


Houve um tempo em que me cresceu o sonho da poesia sendo algo para se fazer em bando, com amigos e conhecidos, a percorrer eventos e estradas para confraternizar com a atmosfera das ruas das cidades. Levou outro tanto de tempo para perceber que isso era uma ilusão. Que a arte do verso é mais solitária e menos solidária que imaginava. Algumas tantas pancadas na cabeça e mordidas no coração auxiliaram-me nessa percepção. Mais daquelas eras ficaram as lembranças boas de tantos amigos que encontrei, das rodas de poesia onde cantamos e encantamos, das publicações alternativas em camisetas, cartões, fanzines, mimeógrafos e coisaetal. E confesso, hoje, faria tudo outra vez, talvez agora amando mais ainda.









Um comentário:

D. Chico Farro I, O Magnânimo disse...

Qual o poeta Pirata
no verso que não desata
senão num tempo distante
errante entre pena e papel
entre cyberespaço e o céu
as imagens transcendem
esse tempo passante
palavras já me prendem
os versos passo adiante.
Um dia virá entre hoje e amanhã
que tudo que eu fale será pó
Toda tarde virá depois da manhã
E o poeta, poentando e só!

Chico Farro