01 novembro 2010

Peleja (Nós somos ecologistas)


  

Nossas bombas são de chimarrão.
Nossos tanques, para lavar roupa.
Nossas correntes movem rios, lagoas e lagos.
Nosso armamento é feito de pensamentos.
Nossas lanças, de Santa Bárbara e de São Jorge.
Navegamos campos e mares.

Nossas balas são de guaco e mel.
Nossos ideais, as mãos da natureza.
Nossas sentinelas, os Quero-queros do pampa.
Nossa munição tem o calibre dos sentimentos.
Nossa política é a poesia dos abraços.
Caminhamos com os ventos.

Nosso comandante tem a voz do coração.
Nosso uniforme é verde como a floresta,
prateado como o luar, dourado como o sol.
Nossas palavras de ordem são sementes,
brotam limpas e claras em nossas mentes.
Nos movemos com o tempo.

Nossos territórios não possuem cercas,
seguimos fortes com a guarnição
da paz das estrelas no firmamento.
Nosso compromisso é com o plantio
do amor entre todos os povos.
Estamos vivos, e prontos.

3 comentários:

Marta disse...

lindo o coração do poeta. Adorei! Abraços

Angelo Fantinel disse...

Bah! Se puxou hein, guerreiro??
Pra mim que sou teu aluno e contemplo esse teu trabalho a tantos anos...diria que esta é tua "obra prima" , mais linda que a tua prima...rsrsrsr

forte abç, Mario.

Tânia Marques disse...

Que lindo poema! A-m-e-i! Adorie o seu blog. Visite os meus também, cuidado, tenho oito, somente isso! Você encontrará os links na barra lateral de cada um.
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Beijo grande!